Conhecendo a nova identidade visual do IADC

 

A elaboração de uma Identidade Visual não versa em apenas distinguir serviços e produtos. Cumpre uma parcela importante na decodificação da filosofia da Instituição, anunciando o objetivo desta em ministrar uma série particular de características, benefícios e serviços.

Instituto de Artes Darci Campioti vem aperfeiçoando sua metodologia de ensino, que a cada ano, é baseada no pensamento crítico e criativo. Desenvolvendo um ensino prático/teórico, onde os conceitos de contextualização, interdisciplinaridade, interatividade, transversalidade, são usados no procedimento de aprendizagem.

Para demonstrar o nosso crescimento e as transformações necessárias para alcançar a excelência, decidimos inovar nossa identidade visual, trouxemos novos elementos.

Os novos elementos são:

Céu

O céu simboliza a transcendência, a sacralidade, a perenidade, o poder. O céu é elevado, está acima de todas as coisas da terra, é poderoso é infinito, é eterno, e possui uma força criadora.

Nuvem

Divisão entre a terra e o céu, entre o divino e o humano, na mitologia grega e romana as nuvens aparecem agarradas ao Monte Olimpo, e representam a morada dos deuses. A nuvem pode ter a característica de transformação de um estado para outro. A transformação e aperfeiçoamento de nossas habilidades fazem parte do sistema de ensino do IADC.

Balão de Ar quente

O balão de ar quente se desloca no ar e simboliza ascensão. Ao encontro da função do balão que é subir alto, indicam pessoas sonhadoras e que querem elevar-se na vida. No Instituto de Artes Darci Campioti os seus sonhos podem ser alcançados.

Lorenzo - mascote do IADC (processo de criação e apresentação)

 

O desenho é o modo mais antigo de comunicação, aprendemos a desenhar antes mesmo de aprender a escrever, sendo uma ferramenta importante para expressarmos, sentimentos, opiniões, desejos e muito mais, como César (2001, p. 219), comenta:

“O desenho sempre foi uma poderosa forma de comunicação. Antes da fotografia, a realidade era retratada com pigmentos de cores e traços de lápis. E mesmo com a fotografia, a ilustração não perdeu lugar. Enfraqueceu muito, é verdade, a partir da década de 90. Mas nos anos 60, 70 e 80, assim como a fotografia, as ilustrações eram muito solicitadas para completar um texto”.

Creio, firmemente, que esta realidade mudou. Hoje a utilização de ilustração é muito maior, vivemos em uma sociedade totalmente imagética, é só notar a quantidade de revistas baseadas em infográficos. Pois bem, ainda no campo da observação algo me chamou a atenção – o título de uma matéria da revista Exame.com [1]: “Mascotes voltam aos holofotes nas estratégias das marcas”. Conforme explicação da escritora Clotilde Perez, autora do livro “Mascotes, semiótica da vida imaginária”, da Cengage Learning.

“A principal vantagem da mascote é adotar formas flexíveis, qualquer objeto ou animal pode sofrer um processo de humanização. Eles se tornam familiares na vida das pessoas, construindo, dessa maneira, uma relação que vai além dos cartazes, das marcas, dos produtos, para fazer parte da cultura cotidiana” (PEREZ, 2010).

Feito essa pequena introdução sobre as mascotes vamos compartilhar o processo criativo do desenvolvimento da nossa mascote dos conceitos até o “final”.

Lembrando que o principal objetivo das mascotes é de alguma maneira personificar a marca, trazer elementos subjetivos como; qualidade, competência, valor, confiabilidade entre tantos. Literalmente fornecer um “rosto” uma imagem que identifique a empresa. Uma associação da mascote e da marca que representa. A mascote deve conter um “appeal” e uma pregnância acentuada e carregar o valor/missão da empresa.

Primeiros itens para consideração na elaboração de uma mascote:

1º - Estilo;

2º - Tipo de Personagem;

3º - Porque da personagem;

4º - Cor da personagem;

5º - Nome da personagem;

6º - Logo do nome da personagem;

7º - Cor da “logo” personagem.

Por vezes nos pegamos nos preocupando somente com a parte estética da personagem o seu visual, porém se faz necessário uma estrutura de personalidade e psicológica para a criação da mascote. Como comenta Bugay (2004):

“Assim como escolher os atores para um filme, desenvolver um personagem envolve o conhecimento de sua personalidade e suas proporções físicas, que são fatores que afetam sua aparência e o modo como irá se movimentar. É necessário analisar seus movimentos, ações e emoções. Em um filme de ação ao vivo, com atores reais, a construção do personagem é um processo que envolve o escritor, diretor e o ator propriamente dito. Em uma animação, em que os personagens são todos criados virtualmente, uma boa definição e construção de personagem antecipadamente é fundamental [sic]”.

Mesmo que não seja identificado a priori pelos clientes, isso ajuda na hora de criar as situações de uso e manter uma coerência no contexto geral.

1º - Estilo

Dentre os estilos classificamos os três de maior influência; a ideia é ter uma visualização do modo estético da mascote;

  • Realista;

  • Mangá;

  • Caricato.

Assim analisamos:

   • Realista

Trazer à tona uma mascote que mantivesse características reais, poderia implicar na falta do “appeal” ou o uso mais limitado e restrito. Principalmente no uso de personagens animais que poderiam perder a pregnância, não havendo uma interação amiga entre empresa/cliente.

   • Mangá

A personagem criada nesse estilo tem uma aceitação boa, apesar de o público maior ser o feminino entre 10 a 20 anos. Ainda não é um estilo totalmente aceitável para uso comercial. Então descartamos esse estilo.

   • Caricato

Nossa opção está alicerçada, no uso desse estilo. Devido a possibilidade de estilização das formas, poderíamos ter uma gama enorme de traços. A dúvida séria em qual categoria iria apoiar a criação da mascote, pois o estilo caricato tem uma variação enorme, tal como: traço franco-belga, realista estilizado, retro, traço Disney, new retro, infantil etc. e dentro dessas variações existem ainda subdivisões.

Avaliamos que o traço infantil seria o mais apropriado, tendo em vista o uso de linhas curvas, que produzem uma leitura agradável, dinâmica e de fácil compreensão. Aumentando a identificação com o público devido ao “appeal” e pregnância, assim atingindo os pais, adolescentes e as crianças.

2º - Personagem

Definido o estilo de desenho, agora teríamos que identificar a personagem apropriada para o Instituto.

Teríamos como opção:

Animal, mineral, vegetal, humano, fantástico e abstrato.

Descartamos de imediato o mineral pela dificuldade de um “appeal” e de pregnância, como poderia sugerir outra informação, em seguida, foi o vegetal, pois poderia remeter fácil, para outro segmento.

O abstrato não teria um entendimento imediato e até na criação e suas facetas seria difícil de controlar.

O “fantástico”, provavelmente não teria as informações necessárias para uma leitura rápida e poderia demonstrar que o Instituto teria somente uma linha de trabalho, afetando assim o efeito da mascote.

Ficamos com duas categorias animal e humano.

Para esse último decidimos que seriam crianças ou adolescentes, mas são usados em geral para outros segmentos.

Optamos então para o animal. Agora deveríamos identificar qual animal.

Gostaríamos de um animal que não fosse muito utilizado, depois de algumas pesquisas, chegamos à conclusão que usaríamos o Camaleão.

3º - Porque do Personagem

O camaleão tem muito a ver com a visão metodológica do Instituto. Uma dessas características é:

• sua capacidade de adaptação;

O Instituto também possui essa característica visto que seus professores, são atuantes na área artística, sempre observam e se “adaptam” com os estilos e conceitos novos, tendências mercadológicas, novos materiais etc. para que os alunos sempre tenham cursos atualizados. Se adaptar para as necessidades dos alunos para que possam absorver o máximo em sala de aula.

Outra característica desse animal é sua capacidade ocular, que gira em seu eixo 360º.

O que coincide com a visão do Instituto, pois sempre está presente e de “olho” no mercado e, que por vezes, indica grandes oportunidades aos alunos. Ou o que acontece no mundo dentro da área das artes e principalmente de história em quadrinhos.

Dentro do campo da visão:

O camaleão quando vai caçar sua presa, fixa um dos olhos nela e o outro gira em várias direções para ver se não corre risco. Comparativamente, o aluno é o foco principal, o seu aprendizado é nossa meta e objetivo, por isso um olho focado sempre no aluno e o outro observando, incansavelmente em busca de novos recursos e oportunidades.

Temos também o lado folclórico:

Na simbologia de algumas tribos africanas, o camaleão é um animal sagrado, ele é visto como o criador dos primeiros homens. Nunca é morto, e quando é encontrado no caminho, tiram-no com precaução, com medo de maldições.

Na Amazônia, encontrar um camaleão indica bons fluídos: estes animais indicam boa sorte, e matá-los traz mau agouro.

Recentemente pesquisas falam ainda mais sobre nossa mascote:

Camaleões desenvolveram a habilidade de mudar de cor para tornarem-se mais visíveis, e não, como se acredita popularmente, para esconder-se mimetizando a paisagem ao redor, sugere um estudo de cientistas australianos e sul-africanos.

O réptil, muda de cor por uma variedade de finalidades:

• comunicação;

• camuflagem e

• controle de temperatura.

Entretanto, a razão primordial por que eles desenvolveram esta habilidade permanecia desconhecida.

Escrevendo na revista científica PLoS Biology [2], cientistas dizem que o motivo era transmitir mensagens a outros camaleões.

"(Nossa pesquisa) sugere que os camaleões desenvolveram esta mudança de cores para transmitir mensagens, repelir rivais ou atrair parceiros, e não para mimetizar-se a uma maior variedade de ambientes", disse o coautor do estudo, Devi Stuart-Fox, da Universidade de Melbourne.

Habilidade de mudar de cores dramaticamente evoluiu como estratégia de facilitar a comunicação e a socialização, e não camuflagem. Dentro destes contextos acreditamos que o camaleão é a personagem mais representativa e significativa para conceber os valores e visão do instituto.

Agora precisaríamos identificar qual a espécie de camaleão seria usada como base para a criação da mascote. Depois de muita pesquisa e horas de reflexão chegamos à conclusão que o Chamaeleo Jacksonii, popularmente, camaleão de Jackson, uma classe de camaleão natural das florestas do leste da África, que em alguns países são usados como mascote, seria a base para o desenvolvimento da mascote.

Figura 1 - Chamaeleo Jacksonii

                                                               Fonte: wikiwand [3]

4º- Cor do personagem

As cores usadas na personagem são baseadas nos estudos do autor Udo Becker em seu livro Dicionário de Símbolos; as cores escolhidas foram:

Vermelho, azul, branco e verde.

Para as áreas de brilho menos intensas, sobrepomos o alaranjado.

Assim produzimos um conjunto de cores que desencadeiam emulações positivas que são agradáveis e estimulantes.

As cores foram empregadas da seguinte forma:

No tronco e parte frontal e nos braços e mãos da personagem foram utilizadas as cores vermelho e alaranjado (área de brilho).

Vermelho:

Sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos.

O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva.

Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos.

Afetuosidade e perdão são duas belas qualidades dessa cor, assim como a prosperidade e a gratidão. E a paixão que nos motiva. Cor quente, com natureza extrovertida.

Essa cor estimula a vitalidade e energia em todo o organismo vivo e, quando houver indolência, estimula a atividade.

O vermelho traz vigor às funções físicas e atenua a inércia, a melancolia, a tristeza, a depressão e a letargia.

Essa cor transfere a energia necessária à reconstrução e à fortificação do corpo.

Alaranjado:

Assim como o vermelho, a cor alaranjada é expansiva e afirmativa; contudo é mais construtiva. O alaranjado reflete entusiasmo com vivacidade impulsiva e natural.

Essa cor traz a boa saúde, vitalidade, criatividade e alegria, assim como confiança, coragem, animação, espontaneidade e atitude positiva frente à vida.

Comunicação, movimento e iniciativa geralmente são elementos dessa cor.

Na parte posterior da cabeça e nos pés Azul:

Cor terapêutica, que relaxa, acalma e esfria. Pode ser associada à lealdade, integridade, respeito, responsabilidade e autoridade.

O azul-escuro e profundo é uma cor que remete a integridade e honestidade.

Nos olhos, Verde:

Reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação.

Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção.

E simboliza esperança, perseverança, calma, vigor e juventude.

Branco:

Remete a paz, sinceridade, pureza, verdade, inocência, calma. Contém todas as cores, é purificador e transformador.

Representa o amor divino, estimula humildade e imaginação criativa, sensação de limpeza e claridade.

Figura 2 - Mascote do Instituto de Artes Darci Campioti

Fonte: Elaborado pelo autor.

A despeito de todo o estudo sobre estilo, personagem e cor, o mais importante é que a mascote terá uma personalidade, com todos os problemas, alegrias e tristezas. A parte psicológica é tão ou mais importante que o visual.

Instituímos um impacto visual no tronco da personagem, onde o olho humano se retém por alguns segundos, pois cria uma confusão visual. Que é causada, pelo design do tronco da mascote que aparenta ser uma roupa, entretanto está pintada com o tom de pele (vermelho), assim a pessoa investiga novamente todo o desenho fazendo que a leitura seja repedida, forçando uma memorização. Como também provocar discussões a respeito desse assunto.

5º - Nome da personagem

A escolha do nome teria que refletir a imagem da mascote, sua personalidade e ao mesmo tempo ser de fácil entendimento.

Escolhemos o nome de LORENZO, normalmente o nome se escreve Lourenço, mas ao pronunciar há um declínio na última sílaba, alteramos para “zo”, para manter o mesmo ritmo fonético.

Significado:

Forma espanhola de Laurêncio. (latim) O coroado de louros.

Verbete: louros

  1. m. pl. Fig.

  2. Glórias, triunfos, lauréis: os louros da vitória. [Var.: loiros.]

6º - Logo nome personagem

Por ser uma criação de uma mascote com uma finalidade única que seria a representação gráfica do Instituto e por esse ter métodos diferenciados e únicos, optamos por desenvolver a própria fonte a ser utilizada.

O logo remeterá aos moldes da era de ouro dos quadrinhos (década de 60 até 70), para uma assimilação com os pais, e uma leitura simples e elegante, direta e objetiva.

7º - Cor logo personagem

As cores no círculo cromático foram às análogas entre amarelo-verde e vermelho, fazendo uma policromia, justaposta de maneira deliberada para que seus elementos individuais, quando visto no todo deem a sensação de um degradê.

Das cores:

Verde - natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, boa sorte, esperança.

Amarelo - velocidade, concentração, otimismo, alegria, felicidade, idealismo.

Alaranjado - energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo.

Vermelho - paixão, força, energia, amor, liderança, alegria.

Figura 3: Forma gráfica do nome da mascote do Instituto de Artes Darci Campioti

Fonte: Elaborado pelo autor

REFERÊNCIAS

[1] http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/mascotes-voltam-aos-holofotes-nas-estrategias-das-marcas

[2] Revista Plos Biology Dr. Stuart-Fox - universidade de Melbourne - BBC Brasil:http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080130_camaleoes_pu.shtml

[3] http://www.wikiwand.com/pt/Chamaeleo_jacksonii

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual – Uma Psicologia da Visão Criadora. São Paulo: Ed. Livraria Pioneira, 6ª edição, 1991.

BECKER, Udo. Dicionário de Símbolos. Tradução Edwino Royer. São Paulo. Ed. Paulus, 1999.

BUGAY, Nataska. Os Gatunos. 2004. 85f. Monografia (Graduação em Comunicação e Expressão Visual) - Departamento de Expressão Gráfica, Universidade Federal de Santa Catarina, 2004.

CESAR Newton. Direção de Arte em Propaganda. 256f. Senac Nacional, 2001.

FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo. Ed. Edgard Blucher Ltda, 2006.

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