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Vencendo com “Mascote” - parte 1/3



Olá, estava observando o cenário econômico atual e deparei com uma quantidade enorme de pessoas com boas ideias para um novo negocio, porém sem um norte. Como não sou um especialista econômico, mas um artista visual gostaria de compartilhar aquilo que entendo; Arte.

O desenho é o modo mais antigo de comunicação, aprendemos a desenhar antes mesmo de aprender a escrever, sendo uma ferramenta importante para expressarmos, sentimentos, opiniões, desejos e muito mais, como César (2001, p. 219), comenta:

O desenho sempre foi uma poderosa forma de comunicação. Antes da fotografia, a realidade era retratada com pigmentos de cores e traços de lápis. E mesmo com a fotografia, a ilustração não perdeu lugar. Enfraqueceu muito, é verdade, a partir da década de 90. Mas nos anos 60, 70 e 80, assim como a fotografia, as ilustrações eram muito solicitadas para completar um texto.

Creio, firmemente, que esta realidade mudou. Hoje a utilização de ilustração é muito maior, vivemos em uma sociedade totalmente imagética, é só notar a quantidade de revistas baseadas em infográficos. Pois bem, ainda no campo da observação algo me chamou a atenção – o título de uma matéria da revista Exame.com[1]: “Mascotes voltam aos holofotes nas estratégias das marcas”. Conforme explicação da escritora Clotilde Perez, autora do livro “Mascotes, semiótica da vida imaginária”, da Cengage Learning.

[1] http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/mascotes-voltam-aos-holofotes-nas-estrategias-das-marcas <acesso: 02/03/2016 – 18h34>[1] 2016

“A principal vantagem da mascote é adotar formas flexíveis, qualquer objeto ou animal pode sofrer um processo de humanização. Eles se tornam familiares na vida das pessoas, construindo, dessa maneira, uma relação que vai além dos cartazes, das marcas, dos produtos, para fazer parte da cultura cotidiana” (PEREZ, 2010).

Portanto, gostaria de contribuir com algo. Algum tempo possuo um instituto de artes e também temos uma mascote que no próximo dia 22 de maio[1] completa 15 anos. Gostaria de compartilhar do processo criativo do desenvolvimento da nossa mascote dos conceitos até o “final”.

Lembrando que o principal objetivo das mascotes é de alguma maneira personificar a marca, trazer elementos subjetivos como; qualidade, competência, valor, confiabilidade entre tantos. Literalmente fornecer um “rosto” uma imagem que identifique a empresa. Uma associação da mascote e da marca que representa. A mascote deve conter um ”appeal” e uma pregnância acentuada e carregar o valor/missão da empresa.

Primeiros itens para consideração na elaboração de uma mascote:

1º - Estilo;

2º - Tipo de Personagem;

3º - Porque da personagem;

4º - Cor da personagem;

5º - Nome da personagem;

6º - Logo do nome da personagem;

7º - Cor da “logo” personagem.

Por vezes nos pegamos nos preocupando somente com a parte estética da personagem o seu visual, porém se faz necessário uma estrutura de personalidade e psicológica para a criação da mascote. Como comenta Bugay (2004):

Assim como escolher os atores para um filme, desenvolver um personagem envolve o conhecimento de sua personalidade e suas proporções físicas, que são fatores que afetam sua aparência e o modo como irá se movimentar. É necessário analisar seus movimentos, ações e emoções. Em um filme de ação ao vivo, com atores reais, a construção do personagem é um processo que envolve o escritor, diretor e o ator propriamente dito. Em uma animação, em que os personagens são todos criados virtualmente, uma boa definição e construção de personagem antecipadamente é fundamental [sic].

Mesmo que não seja identificado a priori pelos clientes, isso ajuda na hora de criar as situações de uso e manter uma coerência no contexto geral.

1º - Estilo

Dentre os estilos classificamos os três de maior influência; a ideia é ter uma visualização do modo estético da mascote;

  1. Realista;

  2. Mangá;

  3. Caricato.

Assim analisamos:

  1. Realista

Trazer a tona uma mascote que mantivesse características reais, poderia implicar na falta do “appeal” ou o uso mais limitado e restrito. Principalmente no uso de personagens animais que poderiam perder a pregnância, não havendo uma interação amiga entre empresa/cliente.

  1. Mangá

A personagem criada nesse estilo tem uma aceitação boa, apesar de o público maior ser o feminino entre 10 a 20 anos. Ainda não é um estilo totalmente aceitável para uso comercial. Então descartamos esse estilo.

  1. Caricato

Nossa opção está alicerçada, no uso desse estilo. Devido a possibilidade de estilização das formas, poderíamos ter uma gama enorme de traços. A dúvida séria em qual categoria iria apoiar a criação da mascote, pois o estilo caricato tem uma variação enorme, tal como: traço franco-belga, realista estilizado, retro, traço Disney, new retro, infantil etc. e dentro dessas variações existem ainda subdivisões.

Avaliamos que o traço infantil seria o mais apropriado, tendo em vista o uso de linhas curvas, que produzem uma leitura agradável, dinâmica e de fácil compreensão. Aumentando a identificação com o público devido ao “appeal” e pregnância, assim atingindo os pais, adolescentes e as crianças.

2º - Personagem

Definido o estilo de desenho, agora teríamos que identificar a personagem apropriada para o Instituto.

Teríamos como opção:

Animal, mineral, vegetal, humano, fantástico e abstrato.

Descartamos de imediato o mineral pela dificuldade de um “appeal” e de pregnância, como poderia sugerir outra informação, em seguida, foi o vegetal, pois poderia remeter fácil, para outro segmento.

O abstrato não teria um entendimento imediato e até na criação e suas facetas seria difícil de controlar.

O “fantástico”, provavelmente não teria as informações necessárias para uma leitura rápida e poderia demonstrar que o Instituto teria somente uma linha de trabalho, afetando assim o efeito da mascote.

Ficamos com duas categorias animal e humano.

Para esse último decidimos que seriam crianças ou adolescentes, mas são usados em geral para outros segmentos.

Optamos então para o animal. Agora deveríamos identificar qual animal.

Gostaríamos de um animal que não fosse muito utilizado, depois de algumas pesquisas, chegamos à conclusão que usaríamos o Camaleão.

Pessoal essa primeira parte é para referenciar o pensar do fazer uma mascote nas próximas "partes" entraremos nos conceitos mais técnicos. Até!

Acesse meu blog para outros artigos e nosso site para outras novidades.

REFERÊNCIAS

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual – Uma Psicologia da Visão Criadora. São Paulo: Ed. Livraria Pioneira, 6ª edição, 1991.

BECKER, Udo. Dicionário de Símbolos. Tradução Edwino Royer. São Paulo. Ed. Paulus, 1999.

BUGAY, Nataska. Os Gatunos. 2004. 85f. Monografia (Graduação em Comunicação e Expressão Visual) - Departamento de Expressão Gráfica, Universidade Federal de Santa Catarina, 2004.

CESAR Newton. Direção de Arte em Propaganda. 256f. Senac Nacional, 2001.

FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores em comunicação. São Paulo. Ed. Edgard Blucher Ltda, 2006.

PEREZ, Clotilde. Mascotes, semiótica da vida imaginária. Cengage Learning, 2010.

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